Câncer de Bexiga


O câncer de bexiga é a segunda neoplasia maligna mais freqüente do aparelho genitourinário, com incidência de 150 casos/100mil habitantes. Tem prevalência três vezes maior em homens, principalmente a partir da 5a década de vida. Esta intimamente relacionado com o tabagismo. Entre outros fatores de risco, destacam-se o contato com aminas aromáticas (utilizadas na indústria de borracha, tintas, tecidos e carvão), uso de analgésicos, adoçantes artificiais e a influência genética.

Sua principal apresentação clínica consiste na presença de sangue na urina (hematúria) de maneira indolor. A ocorrência de sangramento urinário em paciente tabagista torna obrigatória a investigação. A ultrassonografia é o passo inicial por ser não invasiva, barata e com alto poder de diagnóstico. A cistoscopia (endoscopia urinária) é o melhor método para visualização da lesão. A tomografia computadorizada é necessária nos casos avançados para avaliação de invasão de órgãos vizinhos e gânglios aumentados.

O tratamento do câncer de bexiga inicial baseia-se na ressecção da lesão por via transuretral por meio de instrumentos endoscópicos, podendo haver a complementação com instilações substâncias na bexiga (quimioterapia intravesical) para diminuir a chance de progressão e recorrência. Nos casos avançados, torna-se necessária a retirada total do órgão e estruturas adjacentes, tais como, próstata nos homens, útero e ovários nas mulheres, além da reconstrução da bexiga com segmentos intestinais. Em pacientes com elevado risco cirúrgico, a terapia combinada de radioterapia e quimioterapia é alternativa. Mesmo em casos iniciais o acompanhamento rigoroso é fundamental, visto haver uma alta taxa de recorrência (70%) destes cânceres.


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