Câncer de Rim


O câncer renal vem apresentando incidência crescente pelo seu maior diagnóstico através da disseminação dos métodos de imagens para avaliação de queixas abdominais diversas. É o mais letal dos cânceres urológicos com mortalidade de até 40%. Acomete duas vezes mais homens, sendo mais prevalente a partir dos 50 anos. Pode ser esporádico ou associado com síndromes genéticas. O tabagismo é um fator de risco definitivo, duplicando sua chance de ocorrência. Outros fatores como obesidade, hipertensão arterial e exposição a agentes químicos (cádmio, nitrosaminas) ainda não estão bem esclarecidos.

A maioria dos tumores renais são assintomáticos ao diagnóstico. Os sintomas mais freqüentes são sangramento urinário (hematúria), dor lombar e massa palpável. Pode haver emagrecimento, febre, sudorese noturna e edema de membros inferiores, entre outros.

A Tomografia Computadorizada de abdômen fornece a melhor avaliação da lesão renal e estruturas adjacentes, reservando-se a Ressonância Magnética para a suspeita de invasão vascular ou pacientes alérgicos a contraste. O tratamento do câncer de rim é essencialmente cirúrgico com a retirada do órgão (Nefrectomia) parcial ou total dependendo do tamanho e localização do tumor. Atualmente pode ser realizada por Videolaparoscopia com incisões mínimas e retorno precoce às atividades laborais.

Alternativas para tratamento de lesões pequenas envolvendo resfriamento da lesão (Crioablação) e a utilização de Radiofrequência estão ganhando cada vez mais espaço na prática clínica, sobretudo naqueles pacientes com contra-indicações à cirurgia mais radical. O acompanhamento do câncer de rim é permitido em exceções, para pacientes idosos e de risco cirúrgico muito elevado. Novas quimioterapias desenvolvidas recentemente aumentaram a sobrevida dos pacientes com doença avançada e se mostram promissoras para um arsenal cada vez mais eficaz no tratamento dos casos mais complexos.


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