Câncer de Testículo


Os tumores de testículos são tumores relativamente raros e ocorrem em 2-3 indivíduos para cada 100 mil homens. Sua maior incidência se encontra nos adultos jovens dos 15 aos 35 anos.

Existem alguns fatores de risco bem estabelecidos para o câncer de testículo. Dentre os quais se destaca o histórico familiar e antecedentes pessoais de tumor de testículo. Ou seja, estes tumores são mais frequentes entre aqueles que possuem algum parente próximo com a doença ou pacientes que já tiveram tumor de testículo em outra ocasião no passado. Uma história pessoal de criptorquidia (ausência do testículo na bolsa escrotal ao nascimento) aumenta em até 6 vezes o risco de tumor de testículo, e a correção cirúrgica da criptorquidia antes da puberdade faz este risco relativo cair para 2 a 3 vezes. A infertilidade masculina também é um fator de risco. Além dos fatores citados, especula-se que hábitos de vida e alimentação desregrados possam favorecer o surgimento de tais tumores.

O exame físico genital, com palpação minuciosa dos testículos e estruturas adjacentes, com intuito de avaliar tamanho testicular, irregularidades no contorno ou na consistência dos mesmos é fundamental para o diagnóstico. Qualquer lesão testicular endurecida deve ser prontamente investigada pelo risco de malignidade. Tal processo se inicia com o uso do ultrassom com doppler escrotal. Lesões sólidas ao ultrassom são consideradas suspeitas, e biópsias testiculares por punção são sempre contra-indicadas.

Assim como a próstata que possui o PSA, os tumores de testículos possuem marcadores tumorais, que tem importância diagnóstica, para avaliação prognóstica e servem para avaliar recidiva da doença. Tais marcadores que são dosados através de exame de sangue, são a LDH, alfa-feto proteína e beta-HCG.

A orquiectomia radical é o procedimento cirúrgico padrão para o tratamento dos tumores de testículo. É realizada através de uma incisão inguinal, e nunca escrotal.

Em algumas situações, após a avaliação do testículo ressecado através de orquiectomia radical, e após o estadiamento clínico do paciente, poderá ser necessário o tratamento complementar com linfadenectomia retroperitoneal (cirurgia abdominal), quimioterapia ou radioterapia. Aqueles pacientes que possuem doença metastática, com extensão além do testículo, diagnosticadas pelo estadiamento através de tomografia de abdome e tórax serão os principais candidatos a estas modalidades terapêuticas.

Antes da linfadenectomia, radio ou quimioterapia, deve-se oferecer ao paciente a possibilidade de criopreservação do sêmen (congelamento), uma vez que a grande maioria dos pacientes torna-se azoospérmicos (ausência de espermatozoides no esperma ejaculado) após estes tratamentos.


  Voltar